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BH: Lojistas esperam normalização no hipercentro

Apesar dos transtornos causados pela retirada dos camelôs do hipercentro da Capital, em virtude das manifestações que os vendedores ambulantes promovem desde segunda-feira contra a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), lojistas comemoram a medida e esperam a normalização do fluxo de consumidores na região nos próximos dias. Já o prefeito Alexandre Kalil (PHS) disse que a retirada dos ambulantes é uma “operação definitiva e sem volta”.

 

De acordo com a diretoria da Associação dos Comerciantes do Hipercentro, Jacqueline Simão, os últimos dois dias foram marcados por certa tensão entre os comerciantes da área central da capital mineira, mas isso já era esperado, porque toda intervenção acaba gerando conflito.

 

Segundo ela, o centro de Belo Horizonte precisava desse cuidado e de uma intervenção por parte da prefeitura, uma vez que a invasão dos vendedores ambulantes estava gerando não somente uma concorrência desleal com os lojistas, mas também um ambiente de insegurança aos moradores e frequentadores da região.

 

“Eles estavam vendendo qualquer tipo de alimento e produto, com origens diferentes e duvidosas. Ia de alimentos, passando por roupas, calçados, brinquedos, perfumes e até eletrônicos”, detalhou.

 

A realocação dos camelôs faz parte do Plano de Ação do Hipercentro previsto pela PBH e visa cumprir o Código de Posturas do Município, que proíbe o comércio irregular na cidade.

 

A ação teve início na última segunda-feira, quando policiais militares e guardas municipais iniciaram a fiscalização no centro da cidade, proibindo que camelôs e ambulantes armassem barracas em passeios e calçadas ou comercializassem quaisquer produtos. A prefeitura já havia notificado os trabalhadores na última semana, informando sobre o fim do prazo para permanência nas ruas.

 

Com a operação, os comerciantes irregulares fecharam as principais ruas e avenidas do hipercentro nos últimos dois dias. Em alguns momentos o comércio tradicional precisou cerrar as portas por segurança, já que os manifestantes soltaram rojões e gritavam palavras de ordem contra Kalil.

 

“De toda maneira, essa foi uma importante decisão da prefeitura e esperamos que tudo se normalize nos próximos dias. Hoje (terça) o movimento já foi melhor que ontem (segunda)”, detalhou Jacqueline Simão.

 

Sorteio - Durante coletiva de imprensa realizada ontem, Kalil anunciou a antecipação para esta quinta-feira do sorteio de vagas para realocar os camelôs cadastrados em shoppings populares.

 

O sorteio estava previsto para acontecer na última semana de julho, mas será antecipado, com a anuência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Serão sorteadas, em um primeiro momento, 500 vagas para os trabalhadores, que terão subsídio da administração municipal para pagarem por boxes dentro dos centros comerciais.

 

“Estamos cuidando de uma cidade de 2,5 milhões de habitantes e é para ela que vamos governar. A Prefeitura vai acolher, investir, treinar e dar subsídios para que os camelôs tenham a oportunidade de atuar nos shoppings populares. É importante lembrar que as ações de fiscalização do comércio irregular são definitivas e permanentes, e serão estendidas a outros bairros”, afirmou o prefeito.

 

De acordo com o projeto, os camelôs serão encaminhados de forma transitória a shoppings populares, onde pagarão valores simbólicos de aluguel, enquanto as medidas anunciadas pela prefeitura para reinserção dos trabalhadores no mercado de trabalho não forem concluídas.

 

 

Fonte: Diário do Comércio de Minas

 

 

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