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Câmbio e estoques ameaçam competitividade do açúcar

Passadas as frustrações do mercado pelas promessas não-cumpridas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o dólar finalmente voltou a ganhar espaço na última semana à medida que elementos do plano de reforma tributária começam a conquistar a confiança do mercado financeiro. Em um mês, a moeda norte-americana subiu 2,7% frente ao Real para R$ 3,1688.

 

Para a Datagro Consultoria, esse contexto do mercado cambial tende a ser fundamental para compreender o retorno da União Europeia (UE) no quadro mundial das exportações de açúcar durante a safra 2017/18. O aperto nos estoques de açúcar no balanço doméstico, que tem mantido os preços em alta, pode sustentar a disposição do bloco em manter a produção num nível ainda razoável para recuperar seus estoques internos.

 

O preço do açúcar atingiu 501 euros por tonelada em julho, alta de 14,6% em um ano. Em paralelo, o preço do açúcar branco em Londres recuou 25,7%, a US$ 378,06/tonelada em julho, o que põe em dúvida a disposição dos produtores do bloco em atender ao exterior após o fim do regime açucareiro, sem antes reconstruir os estoques a nível doméstico, com preços mais atrativos. /Datagro

 

Fonte: DCI São Paulo

 

 

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