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Atividade do mercado nacional vem sendo pressionada, sobretudo, pelos consumidores jovens
Consumidores jovens, cada vez mais ávidos por informações instantâneas, têm impulsionado o mercado brasileiro de mídia e entretenimento. Até 2020, o segmento deve movimentar US$ 48,7 bilhões, um crescimento médio anual de 6,4%, em cinco anos. O índice é superior às estimativas globais, que incluem outros 53 países e que preveem acréscimo de 4,4%, ao ano, e gastos equivalentes a US$ 1,7 trilhão, no mesmo período.
Os dados são da 17ª Global entertainment and media outlook 2016-2020, divulgada ontem pela PWC Brasil. Ao todo, foram analisados 13 segmentos em 54 países, abrangendo 80% da população mundial. No Brasil, 70% dos gastos do setor se concentram em três principais áreas: acesso à internet, TV e vídeo e publicidade na TV.
Para a sócia da PWC Brasil Estela Vieira, especialista no setor de mídia e entretenimento, o estudo revela que o movimento do mercado nacional vem sendo pressionado, sobretudo, pelos consumidores jovens. “Eles serão os principais direcionadores do crescimento e os anunciantes já encaminham parte de seus investimentos para a publicidade digital”, afirma. Segundo ela, compreender as preferências do consumidor e direcionar esforços para a produção de conteúdo regional serão os principais diferenciais das empresas.
Entre os setores incluídos no levantamento estão publicidade na TV e na internet, TV e vídeo, games, mídia exterior, rádio, revistas, jornal, livros, B2B, cinema, música e acesso à internet que, no Brasil, é um dos destaques positivos nas projeções, tanto com relação aos gastos quanto com os investimentos dos setores público e privado. Cerca de R$ 59,5 bilhões, ou US$ 17 bilhões, é o gasto esperado com acesso à grande rede em 2020; crescimento médio anual de 9,2%. O índice deve manter o Brasil na 8ª posição do ranking global. Estados Unidos e China aparecem nos dois primeiros lugares.
Gastos com internet fixa e móvel, que, em 2015, representaram US$ 5,7 bilhões e US$ 5,2 bilhões, respectivamente, também irão aumentar, 67% e 44%, até 2020, conforme a pesquisa. De acordo com o gerente da PWC Brasil, Alexandre Eisenstein, o aumento estimado está ligado aos crescentes investimentos da iniciativa privada e incentivos fiscais do governo federal. “Poderíamos ter um crescimento ainda maior, se não estivéssemos experimentando a desvalorização cambial do real frente ao dólar”, avalia.
No levantamento, o Brasil é classificado como Próxima Onda. Ao lado das demais nações que compõem o Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), o País é considerado “a bola da vez” no que se refere a entretenimento e mídia, uma vez que, além de apresentar um mercado economicamente promissor, cresce a taxas consideradas altas. “Ao contrário dos mercados classificados como maduros, como Estados Unidos e Japão, por exemplo, que são economicamente relevantes, mas apresentam crescimento anual baixo”, completa Alexandre Eisenstein.
Apesar de aparecer em 9º lugar no ranking global, em 2015, e ser esperado em 8ª, em 2020, o Brasil é destaque entre as nações emergentes, sendo a maior da América Latina nos segmentos de mídia e entretenimento. Estados Unidos, China, Japão, Inglaterra e Alemanha integram o topo da lista, conforme o levantamento da PWC Brasil.
Veículo: Diário do Comércio - MG