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SP: Lojistas já dão desconto para compra à vista no Brás


No Brás, bairro de comércio popular de São Paulo, cobrar preços diferentes dependendo do meio de pagamento não é nenhuma novidade.  A prática foi autorizada pelo governo federal ontem, por meio de medida provisória, conforme anunciado no 15 de dezembro.Na rua Oriente, conhecida pelo comércio de roupas no varejo e no atacado, na maioria das lojas, o preço da etiqueta na peça valia só para pagamento em dinheiro. No cartão - seja crédito ou débito -, o cliente pagaria, em média, mais R$ 5. Ao serem questionados se sempre foi assim, vendedores respondiam que sim. Em uma loja, a placa anunciava os preços de uma bermuda feminina: R$ 49,99 no cartão ou R$ 39,99 em dinheiro. A justificativa dos comerciantes são as taxas cobradas pelas operadoras de cartão que ficam com uma parte do valor da venda e demoram 30 dias para repassá-lo ao empresário, a partir da data de efetivação da compra.


"Esses descontos são uam coisa que o comércio popular já praticava, mas antes a gente não podia anunciar", diz Lauro Pimenta, 26, dono de três lojas de roupas e conselheiro da Associação de Lojistas do Brás. Esse medo vem da oposição de entidades de defesa do consumidor. Para elas, a diferenciação de preços é abusiva e fere o Código de Defesa do consumidor.


Para Pimenta, agora, os lojistas estão protegidos, diz Pimenta. "Antes a coisa [o desconto] era feita no caixa. Agora não temos mais o que temer."

 




Fonte: Agora São Paulo

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