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As encomendas dos supermercados de produtos relacionados à Páscoa indicam uma redução nominal de 4,9% nas vendas. Deflacionada pela variação média dos produtos pesquisados, a redução real deverá ser de 7,7%. Este é o resultado da mais recente Pesquisa de Páscoa, realizada pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
De acordo com o superintendente da Abras, Marcio Milan, o resultado já era esperado. “O momento econômico atual, com taxa crescente de desemprego e vendas mais tímidas, está se refletindo nas expectativas dos supermercadistas, que estão mais receosos”, afirma Milan.
Houve queda nas encomendas de ovos de Páscoa em geral (-9,8), ovos de Páscoa até 500 gramas (-9,4%) e ovos de Páscoa até 150 gramas (-5,9%). Os varejistas preferiram apostar nos produtos de menor valor agregado, como caixas de bombons de 400 gramas, chocolates em geral e bombom-bola (tipo Sonho de Valsa e Serenata de Amor).
Em relação à variação de preços dos produtos (indústria/fornecedores) na comparação com a Páscoa de 2016, no grupo dos chocolates, o bombom em caixa (400 gramas) apresentou a maior alta (4,4%), seguido de chocolates em geral (barra, tabletes etc.), que registraram 4,1%, bombom-bola (3,7%), ovos de Páscoa até 150 gramas (3,7%), ovos de Páscoa em geral (3,4%), Ovos de Páscoa mais de 150 gramas até 500 gramas (2,8%), Ovos de Páscoa acima de 500 gramas (2,0%).
“Apesar da perspectiva negativa, a Páscoa é uma das datas mais importantes para o setor supermercadista, e sabemos que os empresários de supermercados não medirão esforços para que os nossos clientes consigam encontrar os produtos que procuram e fazer da data um momento especial”, diz Milan.
Fonte: Jornal Metro São Paulo