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Setor supermercadista reivindica medidas para contenção dos preços dos alimentos

Diante da elevação dos preços de alimentos que compõem a cesta básica do brasileiro, causada principalmente pelo aumento das exportações dos produtos e de suas matérias-primas, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) protocolou, na semana passada, um pedido ao Ministério da Agricultura para que o Governo intervenha com medidas de isenção de impostos para regulação do mercado interno.

Uma vez que se tratam de itens básicos da alimentação da população, a entidade, bem como as 27 Associações Estaduais, demonstram forte preocupação com o risco de desequilíbrio de fornecimento, caso não sejam aplicadas ações para diminuição dos preços repassados pelos fornecedores aos supermercados.

Na última quarta-feira, dia 9 de setembro, o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, e o primeiro vice-presidente, João Galassi, se reuniram com o presidente da República Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes, em Brasília, para discutir o aumento dos preços dos itens da cesta básica.

Ao presidente da República e ao ministro, Sanzovo explicou que o setor supermercadista não pode ser responsabilizado pela alta nos preços, que é reflexo de problemas de produção e de câmbio. “Nós somos a ponta. Estamos próximos ao consumidor. E, assim que sentimos que havia uma pressão muito forte de preços, fizemos um alerta ao governo”, disse Sanzovo.

Paralelo ao pleito enviado ao Governo, foi protocolado um ofício à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) sobre os reajustes de preços do arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja, com o intuito de buscar soluções junto aos participantes da cadeia de fornecedores dos produtos comercializados nos supermercados.

Em nível estadual, a Acaps (Associação Capixaba de Supermercados), por meio de seus dirigentes, tem prestado diversos esclarecimentos aos órgãos de defesa do consumidor e à imprensa, enfatizando que as empresas supermercadistas não são as culpadas pelo aumento corrente e estão cortando as margens de lucro pensando no abastecimento do consumidor.

“O setor supermercadista tem agido com responsabilidade, pois sabemos que o consumidor final, principalmente o de menor renda, é fortemente prejudicado com o aumento do arroz, do óleo e de outros alimentos básicos. Nossas margens de lucro foram cortadas drasticamente, estão até zeradas no caso de alguns produtos”, explica o presidente da Acaps, João Tarcício Falqueto.

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