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Dia Nacional dos Supermercados: evolução em meio a adversidades

Há 53 anos, mais exatamente em 12 de novembro de 1968, era instituído o Dia Nacional dos Supermercados. Criado para regulamentar a atividade supermercadista no País, se tornou uma data de celebração para o setor. E, hoje, em especial, esse dia serve também para reconhecer e comemorar a capacidade de reinvenção diante das adversidades.

Com a pandemia do novo coronavírus, não foram poucos os desafios enfrentados pelos supermercadistas. O superintendente da Acaps, Hélio Schneider, ressalta que desde a gripe espanhola, em 1918, o mundo não vivia algo tão ameaçador. “Somos um serviço essencial e exatamente por conta disso tivemos de nos adaptar para atender os clientes da melhor forma possível, adotando todas as medidas sanitárias, para proteger não só consumidor como os funcionários das lojas”, ressalta.

O vice-presidente da entidade, João Falqueto, destaca não só o compromisso do setor em atuar na pandemia, mas de atender as exigências dos órgãos municipais, estadual e federal em curto prazo. “A cada momento um novo decreto entrava em vigor, exigindo agilidade da nossa parte para que a população continuasse a ser abastecida de alimentos. Ao mesmo tempo em que foi um desafio, foi um aprendizado para todos os supermercadistas, do pequeno às grandes redes. Isso serviu para mostrar que somos capazes de promover mudanças, adaptar estrutura física e inserir novas formas de trabalho sem interromper e comprometer a atividade”, afirma.

Para João Falqueto, o setor contou com a compreensão dos consumidores e o com o empenho dos seus colaboradores. “Os nossos profissionais não mediram esforços para manter o atendimento. Eles se colocaram na linha de frente para que as pessoas pudessem ter o alimento sem gerar o caos. Convocamos e eles não fugiram do compromisso”, elogia Falqueto.

Ele afirma ainda que o setor passou por mudanças relevantes nos últimos anos e que uma delas está relacionada com o tamanho das lojas. “Até então, acreditava-se que os estabelecimentos compactos seriam o formato ideal. Hoje, o entendimento é outro. O que estamos vendo são lojas de 2 mil, 2,5 mil metros quadrados”, observa.

Além disso, segundo o vice-presidente, a quantidade de lojas e a qualidade na oferta dos produtos e serviços sofreram alteração significativa. “Houve um fortalecimento dos atacarejos, trazendo para dentro do próprio setor uma nova modalidade de venda. Isso sem citar o avanço do e-commerce. Mas todas foram mudanças para o bem do consumidor. E o supermercadista capixaba conseguiu acompanhar o resto do país nesse movimento”, avalia.

A busca por informação contribuiu para que o Estado ficasse nivelado aos grandes centros. “A Acaps tem um papel fundamental nesse resultado. É uma entidade que investe em capacitação e na promoção do conhecimento para os associados, sempre trazendo questões e temas relevantes para o momento”, frisa Falqueto.

Evolução diária

O presidente da Acaps, Fábio Dalvi, afirma que a evolução faz parte do dia a dia do supermercado. “Por sermos o último elo da cadeia com o consumidor, temos a tarefa de estar constantemente recebendo as demandas do consumidor, buscando alternativas e devolvendo soluções”, ressalta.

Para ele, as maiores evoluções do setor nos últimos estão ligadas ao uso intensivo da tecnologia e aos novos e múltiplos formatos e canais de atendimento. Mas o principal é a forma de se relacionar com o consumidor, que tem evoluído, e para melhor.

Entre os inúmeros desafios, Fábio Dalvi destaca três: a eficiência operacional, a fim de atender toda a exigência do consumidor com preço competitivo e perenidade; a velocidade nas tomadas de decisão, uma vez que o consumidor tem informação e comunicação em tempo real e na palma da mão; e o ambiente de negócio.

“Esse talvez seja o mais importante. Precisamos avançar muito em neutralidade e simplificação. A legislação, de maneira geral, dificulta muito as operações e acaba criando muitas distorções no mercado”, opina o presidente.

Fábio destaca ainda a importância econômica e social do setor ao gerar mais de 50 mil empregos diretos no Estado e contribuir para a formação de mão de obra. “Somos o primeiro emprego de muitos jovens. E o fato do setor ser majoritariamente composto por empresas capixabas e familiares, acabamos formando não só os aspectos objetivos e técnicos dos profissionais como os subjetivos relacionados à formação de valores e comportamento”, finaliza.

 

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