Notícias mercado

Compartilhe nas redes sociais:

Tramontina lança linha de eletrodomésticos premium

Em um cenário interno de retração do consumo, a Tramontina não quer ficar parada e vê a crise como um momento de oportunidade. Por isso, a empresa lança, hoje, na Casa Vetro, em Porto Alegre, sua primeira linha de eletrodomésticos premium voltada ao mercado brasileiro e latino-americano, com preço médio de R$ 1,5 mil. Os 60 itens da coleção serão produzidos em parceria com a marca australiana Breville, conforme adiantou o presidente Clóvis Tramontina em visita ao Jornal do Comércio ontem, quando foi recebido pelo diretor-presidente do JC, Mércio Tumelero.

 

"A entrada no segmento premium é uma maneira que encontramos de enfrentar o atual momento da economia brasileira", explica Tramontina, destacando que a negociação da parceria e o desenvolvimento dos produtos levaram quase três anos. A produção dos liquidificadores, grills, batedeiras, entre outros itens, será terceirizada na China, com acompanhamento de qualidade realizado pelas duas empresas. "O mercado premium será um antes e outro depois dos lançamentos da Tramontina", projeta.

 

Embora os eletrodomésticos não devam estar presentes em grandes redes de varejo, os consumidores poderão encontrá-los em 400 clientes da fábrica no Brasil, tendo apoio de pós-venda de cerca de 300 assistências técnicas. Durante o lançamento, os convidados poderão conferir os diferenciais de design e desempenho em três ilhas de apresentação, com a ajuda de chefes de cozinha. A empresa brasileira ainda estuda a possibilidade de fornecer o aço inoxidável para a composição dos produtos dessa linha, sem data definida para tanto.

 

A novidade chega ao mercado justamente nos meses em que a empresa costuma ter melhor desempenho em vendas: setembro, outubro e novembro. "Não vamos ficar parados em um cenário de crise. Esses produtos devem ajudar na recuperação após um mês de agosto de estagnação", destaca Tramontina. As plantas da empresa têm operado com uma média entre 80% e 90% da sua capacidade, sem agregar terceiros turnos. "As margens estão menores no mercado interno, mas estamos recuperando nas exportações."

 

Segundo o presidente da companhia, mesmo que os volumes destinados ao exterior sejam menores em 2015, a cotação do dólar em um patamar próximo aos R$ 4,00 tem aumentado a rentabilidade e inibido a entrada de produtos concorrentes no mercado brasileiro. No que se refere ao desempenho econômico nacional, Tramontina disse que a principal preocupação da companhia é a possibilidade de aumento do desemprego. Além disso, criticou os projetos de elevação do ICMS e de retomada da CPMF: "Não há espaço para mais impostos, seja em nível estadual ou federal".

 

 

Veículo: Jornal do Comércio - RS

 

Outras Notícias