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Retração no consumo já impacta fornecedor da indústria de refrigeração

São Paulo - Os fornecedores da indústria de refrigeração começaram a perceber o impacto da desaceleração das vendas na ponta da cadeia e já adotam medidas para tentar mitigar a retração no volume de encomendas.

 

A estimativa da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) é que o mercado registre alta de 2% este ano, após avançar 8% em 2014. "No ano passado, houve um crescimento além do normal, agora o mercado está se readequando", diz o presidente da Abrava, Wadi Tadeu Neaime.

 

Na gigante mundial dos compressores Embraco, a alternativa para manter os ganhos tem sido contrabalançar a desaceleração nas vendas em alguns países com ganhos em outros. "Não temos previsão fechada para o ano, mas o Brasil mostra tendência de retração", diz o diretor de marketing da empresa, Márcio Schissatti.

 

Na Full Gauge Controls, a queda nas encomendas de controladores de temperatura tem sido compensada pela abertura de novos mercados. "Crescemos com a ampliação da carteira de clientes. Isso ajuda a anular o impacto negativo do menor volume em pedidos individuais", revela o diretor comercial da empresa, Antonio Gobbi.

 

A exportação também tem contribuído para assegurar os ganhos da fabricante de produtos para refrigeração. De janeiro a agosto as vendas para outros países cresceram 10% e já respondem por metade da produção da empresa. "Nesse ritmo, esperamos fechar o ano com faturamento 12% maior. Em volume, a alta segue a mesma proporção", diz.

 

Já a norte-americana Heatcraft mira na expansão em volume de componentes para refrigeração para driblar a alta nos custos e manter a rentabilidade. O lançamento de produtos também faz parte da estratégia para ampliar vendas. "A crise hídrica e energética nos beneficia, porque a demanda por produtos com maior eficiência energética - nosso ponto forte - aumenta", afirma o gerente de produto da fabricante, Gustavo Moreira. Este ano, a empresa espera avançar até 8% em volume.

 

Fusão

 

Na contramão do mercado, que tem mostrado cautela quanto aos investimentos, o grupo sueco Systemair, que trabalha com ventilação e tratamento de ar, oficializou ontem a aquisição de 75% da fabricante brasileira Traydus Climatização. "A fusão era a melhor maneira de continuar crescendo no País", diz o diretor comercial da empresa resultante da união, Ricardo Facuri. Ele explica que, mesmo que a demanda continue enfraquecida em 2016, a empresa planeja crescer.

 

O diretor mundial de vendas da Systemair, Olle Glassel, destaca que a companhia está confiante no longo prazo. "Esperamos encontrar novas aplicações para os produtos da Traydus", ressalta ele.

 

 

Veículo: Jornal DCI

 

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