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Forno de Minas deve captar R$ 150 milhões

                                  Indústria mineira de alimentos congelados estaria pronta para realizar uma oferta pública inicial de ações



A indústria de alimentos congelados Forno de Minas, com sede em Contagem (RMBH), estaria pronta para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no valor de R$ 150 milhões. O operador da transação seria o Credit Suisse e a opção de busca de recursos de terceiros também poderia contar com a participação de uma linha de R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O DIÁRIO DO COMÉRCIO obteve as informações de fonte que preferiu não se identificar. No entanto, o presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, não comentou sobre a operação. "Esse assunto não pode ser comentado por força da própria CVM (Comissão de Valores Mobiliários)", disse.

No dia 11 de agosto, a Forno de Minas encaminhou pedido de registro de companhia de capital aberto à CVM, o que abre as portas para a empresa fazer um IPO ou outra operação no mercado de capitais. Normalmente, as empresas partem para a abertura de capital como uma estratégia para captar recursos para expansão sem ter de pagar os juros elevados cobrados pelos bancos, além do negócio ganhar visibilidade no País e no exterior.

A Forno de Minas foi fundada na década de 1990 e recentemente completou 25 anos. A empresa familiar foi pioneira na produção de pão de queijo congelado. Durante nove anos, o negócio cresceu tanto que, em 1999, surgiu a oportunidade de vender a marca para uma gigante internacional: a multinacional Pillburry, que em seguida foi comprada pela General Mills.

A empresa ficou sob o comando da multinacional por dez anos e, em 2009, a família recomprou o negócio. Desde então, a Forno de Minas vem adotando série de ações agressivas como forma de retomar e ampliar cada vez mais seu mercado. Prova disso é que em 2010 vendeu 30% de seu capital para o fundo de private equity Mercatto Alimentos. Dessa forma, a empresa se transformou em sociedade anônima (S/A) de capital fechado e, em 2013, a Bozano Investimentos comprou a Mercatto e se tornou sócia da Forno de Minas.

Estratégia - Como resultado da estratégia de ações, há dois anos consecutivos a empresa registra crescimento anual da ordem de 30% nos negócios, índice que deve se repetir neste exercício. Conforme já publicado, em 2014 foram aportados cerca de R$ 16 milhões na automação dos processos industriais, na capacitação dos funcionários e no lançamento de produtos.

Para este ano, um montante da mesma ordem deverá ser aportado em ações semelhantes. Além disso, R$ 30 milhões serão destinados à construção de uma nova fábrica, desta vez voltada para a produção de queijos em parceria com a Itambé Alimentos.

Atualmente, a marca conta com 90 produtos diferentes, dos quais 25 estão disponíveis para o varejo, enquanto o restante é direcionado à área de food service. Somente em relação ao pão de queijo, seu carro-chefe, a empresa detém 50% de market share em todo o País. Por isso, investiu recentemente na ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica em Contagem.

A linha de produção de pães de queijo dobrou e hoje são fabricadas 5 toneladas por dia. Considerando todos os itens, a produção chega a 11 toneladas por hora. A Forno de Minas tem 820 funcionários, que trabalham em regime de três turnos.



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG

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