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Processos pós-colheita do café estão sendo aprimorados

Os produtores das Matas de Minas estão trabalhando para aprimorar os processos pós-colheita dos cafés especiais. O objetivo é que esses grãos saiam do comum, uma vez que todo café diferenciado e de qualidade é mais remunerado.

De acordo com o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), na região das Matas de Minas, Fernando Romeiro Cerqueira, apesar de ser um mercado restrito, a demanda pelo café especial é crescente. E o volume de produção é baixo, o que garante boa remuneração.

"O que estamos vendo também é o aumento do número de produtores que estão trabalhando com o mercado futuro. Vejo a iniciativa com bons olhos. Quando ele faz a venda no mercado futuro, ele trava parte da safra, sabendo quanto vai receber. Com isso, tem a garantia de que conseguirá quitar custos e dívidas bancárias, por exemplo. Também está havendo muitas trocas de café por insumos e máquinas agrícolas. O produtor está aprendendo que ele precisa capturar o bom momento do mercado para vender, ele não pode ficar sujeito à especulação já que as dívidas são certas. Vejo que essa é uma das estratégias que o cafeicultor tem para driblar as oscilações", explicou Cerqueira.

Em relação à safra 2016, a princípio, as expectativas são positivas. Porém, a cautela ainda é grande no que se refere ao clima. "Estamos em momento de definição da próxima safra. Tivemos uma primeira florada com chuvas no período ideal. Teoricamente foi clima perfeito. Mas estamos com uma seqüência preocupante de altas temperaturas, o que provoca mudanças no metabolismo das plantas. As lavouras estão boas e bonitas, por isso, esperamos uma segunda florada de alta qualidade. As expectativas são positivas, mas ainda dependerão do clima dos próximos meses".

As ações voltadas para a divulgação e fortalecimento da marca café "Região das Matas de Minas", que foi lançada há um ano, estão em desenvolvimento e devem favorecer a produção regional. "Estamos apresentando a marca para o mercado e estruturando as normas para o uso da mesma. Também está em andamento a pesquisa de identificação da qualidade regional, desenvolvida em parceira com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Foram coletadas 450 amostras de cafés em diversas situações de relevo, clima, altitude, exposição ao sol. Com isso, pretendemos fazer um mapa onde identificaremos a áreas de aptidão para produzir os melhores cafés".



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG

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