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Consumidor está mais apreensivo

Sem vislumbrar ainda uma “luz no fim do túnel” em relação à normalização da economia brasileira, o consumidor está mais contido na hora de ir às compras. Prova disso é que, após sequência de alta, a inadimplência na capital mineira caiu 1,5 ponto percentual em setembro ante agosto, atingindo 6,2%. É o que revela a Análise de Endividamento do Consumidor de Belo Horizonte da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

A insegurança do consumidor, em meio à instabilidade econômica, já é observada desde o início deste ano, conforme a estatística da entidade, Elisa Castro. “Ele está mais receoso frente aos riscos de diminuição da renda, como a possibilidade d e desemprego”.

Ela acrescenta que os consumidores têm priorizado o pagamento à vista para não comprometer o orçamento e fugir da cobrança da taxa de juros do cartão de crédito, que ultrapassa 400% ao ano. Elisa diz que uma das possibilidades que justificam a queda da inadimplência é que as pessoas querem manter os nomes limpos para as compras futuras, como Natal. “No entanto, esse índice deve aumentar com a proximidade das datas comemorativas, como Dia das Crianças e Natal”.

 

Ela cita como exemplo que, em 2014, chegou a 5,3% e em dezembro 6,3%. Dívidas— Se por um lado o índice de inadimplência caiu, por outro o de endividamento aumentou 5,6 p.p. em setembro na comparação com o mês anterior, e a tingiu a marca de 59,3%. Esse índice retrata o panorama em relação a compromissos financeiro s com o financiamento de imóveis, carros, contratação de empréstimos e uso do cartão de crédito. Nesse caso, o comportamento do consumidor é diferente, revelando que, mesmo cauteloso em relação à situação econômica do País, o belo horizontino está voltando a consumir.

“Isso é bom para o comércio. Se financeiramente o consumidor planeja as compras não significa que se tornará inadimplente. Ele acaba sendo obrigado a fazer dívidas em períodos sazonais e datas que têm apelo emocional, com o Dia da s Crianças, em 12 de outubro”, explica Elisa.

Pelo levantamento da Fecomércio-MG, o cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelo comprometimento da renda dos endividados, sendo citado por 64,4% dos entrevistados. Em segundo lugar, os cartões de loja (18,3%) e carnês (3,4%). A modalidade também lidera a lista de prioridade de pagamento de 6 7% das pessoas consultadas. De acordo com Elisa, o cartão de crédito, utilizado de maneira adequada, pode ser um aliado do consumidor, pois permite o parcelamento dos gastos e o planejamento das finanças. No entanto, é necessário cautela no uso.

Em relação ao número de consumidores com compromissos financeiros em atraso, houve aumento, passando de 8,4%, em agosto, para 9,7% em setembro, acréscimo de 1,3 p.p. Esse comportamento é justificado pela falta de planejamento financeiro e descontrole de gastos, conforme a opinião de 50% dos entrevistados.



Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG

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