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Preço sobe até 12%. Chuva em São Paulo e corrida para comprar produto pressionam
As usinas de São Paulo elevaram em 12,3% o preço do álcool combustível na semana passada. Após reajuste da gasolina pela Petrobras, aumentou a compra de álcool pelas distribuidoras. -SÃO PAULO- Aproveitando o aumento da gasolina, que foi reajustada em 6% na refinaria desde o dia 1, as usinas elevaram o preço do etanol hidratado em 12,3% na semana passada, a maior alta semanal em cinco anos e meio, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O anidro, que é misturado na gasolina, subiu 10,2% entre 28 de setembro e 2 de outubro. O aumento se refere ao reajuste nas usinas e deve chegar ao consumidor, embora o percentual não seja, necessariamente, o mesmo.
Segundo o Cepea, além do aumento da gasolina, dois outros fatores foram determinantes para o reajuste: as chuvas que atingiram São Paulo na semana passada — interrompendo a colheita de cana-de-açúcar — ea corrida das distribuidoras para comprar etanol antes que ele se valorizasse mais. O volume de negócios de álcool hidratado no mercado à vista foi o quarto maior já registrado em uma semana desde 2002. São Paulo responde por 60% da produção nacional de etanol.
Para Amaryllis Romano, economista da consultoria Tendências, os preços do setor estão defasados desde 2009, quando a crise atingiu em cheio os produtores. A isso somou-se a política da Petrobras de segurar reajustes da gasolina para tentar controlar as pressões sobre a inflação. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o consumo de álcool hidratado nas bombas cresceu 41,4% este ano.
— A redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre o etanol em estados como Minas Gerais já vinha tornando a relação com a gasolina mais favorável. A queda da renda das famílias impulsionou o consumo — diz Amaryllis.
Veículo: Jornal O Globo