Fraude à execução fiscal requer intimação prévia do terceiro adquirente, diz STJ
Mesmo em casos tributários, o reconhecimento da fraude à execução quando o devedor aliena ativos que poderiam ser usados para o pagamento...
A desvalorização do real frente ao dólar tem impactado o agronegócio de Minas Gerais. Se por um lado a moeda norte-americana mais valorizada torna as negociações de produtos, principalmente dos grãos e das carnes, mais competitivas no mercado internacional, por outro, os custos de produção ficam mais elevados. O produtor deve ficar atento às variações e buscar travar os preços de parte da produção na hora de comprar os insumos.
De acordo com o presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Antônio de Pádua Ubirajara e Silva, setores que são exportadores, como soja, milho, café e carnes, por exemplo, conseguem exportar maiores volumes e recebem valores que compensam o encarecimento dos custos de produção. Para ele, o aumento do dólar tem muitas razões, incluindo os aspectos de crise internacional, a crise política nacional e as especulações de mercado.
"Setores que são claramente exportadores, como a soja, milho e café, há vantagens sim com a desvalorização do real frente ao dólar. Só para se ter ideia, em 2014, quando a moeda norte-americana estava cotada entre R$ 2,70 e R$ 2,80, já estava compensando as exportações, em um momento de queda nos preços internacionais das principais commodities, em função da crise mundial e da redução da demanda da China. Com o dólar nos patamares atuais, em torno de R$ 4, as exportações estão sendo ainda mais favorecidas".
Ainda segundo Ubirajara e Silva, outro setor que vem ampliando os ganhos com o dólar mais alto é o setor de carnes, com destaque para o frango.
"O segmento das carnes está conseguindo melhorar a competitividade no mercado internacional. No setor de frango as negociações estão bem interessantes e se sobressaindo em relação as demais. Isto pela capacidade que os avicultores têm em manter uma oferta mais estável, o que gera resultados melhores. A suína também está com bons resultados, porque os insumos não sofrem tanto impacto quanto de outras produções. No caso da bovina, por ter período de entressafra, que estamos entrando por agora, os resultados não são tão expressivos quanto nas demais", explicou.
O grande desafio para os produtores se refere aos custos, que com a desvalorização do real estão mais altos. Isto por vários produtos serem importados ou avaliados em dólar, como os fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis, sementes, entre outros.
"Os principais produtos do agronegócio de Minas Gerais são favorecidos, mas os custos têm que ser bem avaliados pelo produtor, uma vez que muitas empresas fazem financiamento em dólar. O produtor precisa comprar de forma casada, ou seja, na hora da adquirir o insumo ele tem que garantir parte da venda da safra, porque senão vai contrair uma dívida em dólar. Provavelmente haverá mudança na política de juros dos Estados Unidos, que deve ser ampliado, fortalecendo ainda mais o dólar", afirmou.
De acordo com a coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, com o dólar mais alto, as exportações de vários itens do agronegócio estão em alta. A expansão na atuação também está ligada ao maior rigor em relação às questões sanitárias, à fiscalização acirrada e à maior preocupação em relação à qualidade dos produtos.
"Estamos exportando um volume maior e poderemos ampliar, ainda mais, com o dólar nos patamares atuais, já que nossos produtos se tornam mais competitivos. Este ano cresceram os embarques de soja, lácteos, carne de frango, carne de peru, fibras e produtos têxteis, ovos, produtos apícolas, algumas plantas e produtos de floricultura e cereais e farinhas. O agronegócio está segurando a balança comercial, principalmente no complexo da soja", disse Aline.
Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG