Fraude à execução fiscal requer intimação prévia do terceiro adquirente, diz STJ
Mesmo em casos tributários, o reconhecimento da fraude à execução quando o devedor aliena ativos que poderiam ser usados para o pagamento...
O Grupo Uai, rede mineira de shoppings populares, é a nova gestora da Feira da Madrugada, um dos principais centros de compras a céu aberto da América Latina, localizado no Brás, em São Paulo. O grupo venceu, junto com outras duas empresas paulistas, a licitação para a revitalização e organização de feira, que passará de 4 mil para 6 mil expositores. A vigência do contrato será por 35 anos e tem valor estimado de R$ 1,5 bilhão.
O presidente do Grupo Uai, Elias Tergilene, afirma que a conquista da licitação é uma prova do reconhecimento da metodologia mineira para gestão de shoppings populares. Ele destaca que a rede mineira tem expertise no segmento e coleciona cases bem-sucedidos, tanto em Belo Horizonte quanto em outras cidades. "São Paulo reconheceu que a nossa forma de administrar Àcamelódromos" é a melhor para a cidade e com isso conseguimos reconhecimento no Brasil todo", comemora.
A tríade aguarda a publicação da homologação no Diário Oficial de São Paulo, para então iniciarem o cronograma de trabalho. "Estamos ansiosos para colocar em prática as ações de empreendedorismo social e capacitação empresarial para os feirantes da maior feira da América Latina", afirma Tergilene.
O próximo passo do empresário será marcar uma reunião com os feirantes da Feira da Madrugada para conhecer as necessidades de cada um. Em um segundo momento, Tergilene irá se reunir com empresários das indústrias para sugerir um plano de trabalho com o foco em ações que possam diminuir a pirataria.
Atualmente, o Grupo Uai tem quatro espaços em funcionamento: AI Shopping Centro e Uai Shopping O Ponto, na capital mineira; Uai Shopping São José, no Amazonas; e Uai Shopping Agamenon, em Pernambuco. Outros dois shoppings estão em construção no Brasil, sendo um deles o Cidade das Compras, que será no Agreste Pernambucano.
Cronograma - Além do Grupo Uai, que ficará responsável pela gestão da feira, também fazem parte do consórcio que ganhou a licitação a RFM Participações, incumbida das obras, e a Fundo Talismã, responsável pela captação de recursos. De acordo com Tergilene, no primeiro momento, o consórcio vai se concentrar em obras urgentes de infraestrutura, que custarão cerca de R$ 15 milhões e serão iniciadas ainda este ano.
Elas incluem melhoria dos banheiros; do sistema de escoamento de água do local, que vem sofrendo com alagamentos, e reforma do estacionamento. Essa primeira fase ainda inclui construção de quiosques de alimentação, infraestrutura de segurança e de hotelaria para atender os motoristas de ônibus e lojistas que vêm de fora, além de auditório para eventos.
Já as obras de reestruturação da feira devem começar apenas em 2016 e terão investimento de cerca de R$ 500 milhões. De acordo com o presidente, essa fase inclui a construção de mais dois andares e estacionamentos subterrâneos. "Também vamos aproximar empresas do centro de compras, trazendo bancos para dentro do espaço e parcerias com entidades do Sistema S", diz. A reforma ampliará a capacidade da feira, que passará de 4 mil para 6 mil expositores.
O presidente do Grupo Uai afirma que a rede contribuirá com uma gestão diferenciada, que inclui um trabalho extenso de capacitação e formalização dos feirantes. Ele destaca que esse é um importante trabalho para o empoderamento do pequeno empreendedor, que ainda sofre com falta de infraestrutura no País. "Nossa empresa veio para dar ao pequeno empreendedor essa infraestrutura junto com a capacitação. Não queremos mais assistencialismo, estamos com uma nova bandeira: a emancipação social através do trabalho e do empreendedorismo. Queremos tirar essas pessoas da necessidade do assistencialismo e vê-las gerando negócios, emprego e renda", diz.
Veículo: Jornal Diário do Comércio - MG