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Sindicato estima em 5% a queda na venda de brinquedos

Faltando menos de uma semana para o Dia das Crianças, uma das festas mais fortes para a atividade comercial, as perspectivas de venda são muito ruins, com previsão de queda no volume de negócio de mais de 5% em relação ao ano passado. A avaliação foi feita na terça-feira, 6, por Paulo Mota, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), mas é compartilhada por muitos comerciantes ouvidos na terça nas ruas de Salvador.

"O mais grave", salienta Paulo Mota, "é que o resultado de vendas do Dia das Crianças é um forte indicativo do que vai acontecer no Natal. No ano passado, ainda embalado pelo cenário apresentado pelo governo no período eleitoral, aconteceu um crescimento de 5% nas vendas em relação ao mesmo período em 2013".

O presidente do Sindilojas disse que a crise se agravou este ano, com queda de vendas já registradas em período tradicionalmente lucrativos para o setor comercial, como o Dia das Mães, festas juninas e por fim agora no Dia dos Pais.

"Não há como negar que os brinquedos são produtos supérfluos e os pais devem optar por mercadoria entre R$ 40 e R$ 50, no máximo. Ou então comprar roupas que são produtos indispensáveis", disse Mota.

Pessimismo

Em centros comerciais como o Shopping Barra não era possível verificar a procura por brinquedos na tarde de terça. A economista Yeda Sampaio disse que estava apenas olhando as vitrines. "Vou ter que comprar presentes para meus dois netos. Mas vou procurar mais, porque já deu para perceber que a diferença de preços é grande", disse

O mesmo quadro podia ser observado na Avenida Sete de Setembro, onde o fluxo de clientes era maior em lojas com mix diversificado. Era o caso da Super Lima, que oferece produtos domésticos, brinquedos e fantasias infantis.

A loja foi inaugurada na semana passada, mas a proprietária Gilmara Souza Santos, que possui outros estabelecimentos deste segmento, disse que as vendas devem ser  muito ruins. "Ainda tenho metade do estoque que comprei para o Natal do ano passado e nem sei se vou conseguir vender este ano", desabafou.



Veículo: Jornal A Tarde - BA

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