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São Paulo - O Grupo Brinox espera que as exportações de utilidades domésticas registrem crescimento, embalado pela desvalorização do real frente ao dólar. A previsão é que as vendas externas representem 15% da receita do grupo até 2018.
Atualmente, os embarques realizados pelo grupo, fabricante de panelas, talheres e utilidades domésticas, representam 5% do faturamento.
Segundo o diretor executivo do Grupo Brinox, Christian Hartenstein, a exportação não estava no foco da empresa nos últimos anos, mas agora deve ganhar mais relevância nos negócios. "Hoje somos mais competitivos, o que nos permite entrar em outros mercados com maior vantagem", afirma o executivo em entrevista exclusiva ao DCI.
Entre os mercados-alvo da empresa, Hartenstein conta que estão os países da América Latina, pela vantagem geográfica, além da América Central e da África. A Brinox já exporta seus produtos para cerca de 20 países.
"Certamente, problemas econômicos nesses países podem impactar a demanda por importados, mas no longo prazo sabemos que há muito oportunidade de vender para essas regiões", aposta o diretor. De acordo com ele, a empresa planeja sempre suas ações com visão de longo prazo e que, por isso, a conjuntura no curto prazo não é um fator determinante para os investimentos.
Ele acredita que a desvalorização do real frente ao dólar nos últimos meses pode contribuir para impulsionar a demanda dos clientes estrangeiros pela produção."Esperamos com isso aumentar o nosso portfólio e, principalmente, incrementar o volume de produção nos próximos anos", afirma o diretor.
A fabricante de utilidades domésticas estima aumentar em 15% o faturamento em 2015, na comparação com o ano passado, com o acréscimo esperado nas encomendas de novas linhas de produtos. Até agora, conforme Christian Hartenstein, a empresa acumula um resultado 13% maior frente ao ano passado.
Negócios
Nos últimos anos, o grupo tem investido na aquisição de marcas como estratégia para ganhar participação no mercado brasileiro. "Sem dúvida o Brasil passa por um momento econômico e político difícil, mas acreditamos que é um dos melhores mercado para se investir no segmento de utilidades domésticas", avalia.
Depois de comprar a marca Coza - há três anos - o grupo anunciou recentemente a compra da marca de utilidades de melamina Haus Concept. Hartenstein conta que o grupo fez grandes aportes nos últimos anos e que agora o objetivo é consolidar o negócio no segmento de utilidades. "Olhamos muito o indicador de novos lares, que com a expansão do setor de construção nos últimos anos ainda está em alta", destaca. Como o País ainda tem uma parte considerável da população em idade jovem, ele espera que mesmo com a desaceleração da economia, a demanda reprimida estimule as vendas.
Na avaliação dele, o cenário econômico deve piorar no País, antes de começar a apresentar sinais claros de recuperação econômica. "Nossa expectativa é que a partir do primeiro semestre de 2016 o mercado brasileiro deva começar a observar um movimento de reativação, com a retomada de alguns investimentos, o que pode ajudar a indústria local", conclui.
Veículo: Jornal DCI