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Consumo de suínos sobe 26%

O alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o consumo de alimentos processados, como bacon, salsicha e presunto estão associado ao desenvolvimento de um tipo de câncer acendeu a luz amarela. O Núcleo de Jornalismo de Dados do GLOBO compilou números de produção e consumo de carne suína, principal proteína usada na fabricação desses alimentos.

Pelos dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é, atualmente, o quarto produtor mundial de carne suína. Em primeiro lugar vem a China, com 56 milhões de toneladas, seguida de União Europeia ( 22 milhões) e Estados Unidos (dez milhões). O Brasil produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas. A estimativa dos produtores para este ano é de um novo aumento da produção no comparativo com o ano passado. Com isso, o país deve fechar 2015 com uma produção de 3,5 milhões de toneladas de carne suína.

O consumo por habitante também está em alta. Depois de cair cerca de 19% entre 2000 e 2005, o brasileiro passou a comer mais carne de porco no comparativo entre 2005 e 2014. Nesse período houve um crescimento de 26% no total de quilogramas consumidos por habitante, passando de pouco mais de 11 kg por habitante para 14,6 kg. A expectativa dos produtores de carne suína era um aumento ainda mais expressivo este ano, mas a crise econômica e a venda da carne de frango reduziram as estimativas.

Segundo ABPA, 85,8% da nossa produção atende ao mercado interno. Por aqui, 89% da carne suína produzida é industrializada, e apenas 11% vendida in natura. Os estados que mais produzem carne suína são Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná que ficaram, em 2014, com mais de 69% da produção nacional.

 



Veículo: Jornal O Globo

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