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Sabe-tudo das carnes: açougueiro dedicado a servir bem

Aproveitando o Dia do Açougueiro, comemorado em 9 de outubro, a entrevista do profissional do setor desta edição é com José Carlos das Neves Alvarenga, de 53 anos. Ele acumula uma experiência de 39 anos na área de açougue e está há 30 anos no setor supermercadista. Funcionário do Marken Supermercados, em Barra de São Francisco, atua no estabelecimento há nove anos e meio, desde quando a loja iniciou as atividades.

De que forma se deu a sua inserção no setor?

Minha história começa em uma questão de necessidade. Quando iniciei na profissão, morávamos em Viana, e meus pais estavam com a intenção de mudar para Castelo. Eu sou nascido em Castelo, e minha família originalmente é de lá. Por isso, comecei a trabalhar em um açougue particular em Vila Velha, a troco de comida e roupa, e não tinha salário, era apenas para aprender a profissão - isso quando eu tinha de 14 para 15 anos. Aos 17 anos, tive a carteira assinada pela primeira vez. Comecei no setor supermercadista devido às oportunidades de emprego e por ser mais próximo de casa.

Como você avalia a experiência de atuar no setor supermercadista?

Supermercado são várias lojas dentro de uma loja. São várias oportunidades de evoluir na profissão. Eu, por exemplo, entrei em supermercado como açougueiro e cheguei a ser gerente da loja. Por opção pessoal, decidi voltar para a área do açougue.

Qual é o principal desafio ao exercer a sua profissão no setor supermercadista?

O maior desafio hoje é manter a qualidade do produto para o cliente porque o comércio é muito dinâmico. E o ramo, principalmente o de açougue, mudou bastante. Eu sou de uma época em que a gente preparava tudo, a carne chegava nas peças, a gente ia fazer a desossa, a pré-limpeza, a exposição, com o produto com dois ou, no máximo, três dias de abate. Hoje, a maioria dos supermercados trabalha com carne embalada a vácuo, e que não tem a mesma qualidade da carne fresca. Além disso, tem muita carne suína congelada, já compra congelada.

O que difere o setor supermercadista dos outros setores, na sua opinião?

Quem trabalha no setor supermercadista precisa entender que nós somos serviço essencial, porque lidamos diretamente com o público, em vários setores da loja. O nosso trabalho tem que ser criterioso, cuidadoso. É preciso manter a qualidade, não só na minha área, mas em todas as áreas (no setor de hortifruti, na reposição, na qualidade dos produtos, no atendimento aos clientes do caixa e na entrega, por exemplo) para podermos manter a clientela. E trabalhamos com vidas, alimentamos as pessoas e lidamos com a alegria delas. As pessoas, quando vão fazer churrasco ou comprar algum item no supermercado, já imaginam o prato e a confraternização.

O que te motiva? O que te inspira na execução do seu trabalho?

Servir bem. Eu sirvo com alegria. Tenho alegria de o cliente se dirigir a mim na loja, na rua ou onde me encontra e dizer frases como “muito obrigada, estou satisfeita com a carne que você me deu”, “ela me agradou, meus convidados ficaram satisfeitos”. Isso é uma grande motivação, e tento repassar para meus colegas, meus companheiros mais novos.

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José Carlos e equipe no Marken Supermercados, em Barra de São Francisco.

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